Há três tipos permanentes de crítica literária: a crítica literária as it is; a crítica literária as it should be; e a crítica literária as it were. Em português, recebem títulos respectivos: a crítica literária como lamentavelmente é; a crítica literária como nunca virá a ser; e a crítica literária, por assim dizer.
Comecemos pelo primeiro tipo nativo. A "crítica literária como lamentavelmente é" não é realmente crítica literária; é uma prática refém de redacções reféns de Castorleys sem o menor espírito criativo, sem o menor sentido das proporções, sem o menor talento, sem a menor energia, sem qualquer noção de gosto, e sem o escrúpulo da crítica literária as it should be. Escrúpulo? Sim. É preciso escrúpulo. Por isso, e porque a tendência é desfavorável – quer dizer, não favorece o escrúpulo, nem o gosto, nem o talento, nem espírito criativo, nem a energia – temos a categoria "como nunca virá a ser." "Nunca virá a ser," em parte, devido às qualidades momentâneas dos supostos críticos literários portugueses «em actividade» e, em parte, devido à mudrush of reading-matter em que a literatura, e sobretudo a portuguesa (incluindo a crítica, as it were), se transformou. Como assim?
Não: não é hora para explicações. Resta-nos fazer de conta que a crítica está viva e de boa saúde, enquanto ela morre de vez. E por isso, há esperança. As devidas excepções compreendem, e não se vêem lesadas, por esta descrição optimista.
Comecemos pelo primeiro tipo nativo. A "crítica literária como lamentavelmente é" não é realmente crítica literária; é uma prática refém de redacções reféns de Castorleys sem o menor espírito criativo, sem o menor sentido das proporções, sem o menor talento, sem a menor energia, sem qualquer noção de gosto, e sem o escrúpulo da crítica literária as it should be. Escrúpulo? Sim. É preciso escrúpulo. Por isso, e porque a tendência é desfavorável – quer dizer, não favorece o escrúpulo, nem o gosto, nem o talento, nem espírito criativo, nem a energia – temos a categoria "como nunca virá a ser." "Nunca virá a ser," em parte, devido às qualidades momentâneas dos supostos críticos literários portugueses «em actividade» e, em parte, devido à mudrush of reading-matter em que a literatura, e sobretudo a portuguesa (incluindo a crítica, as it were), se transformou. Como assim?
Não: não é hora para explicações. Resta-nos fazer de conta que a crítica está viva e de boa saúde, enquanto ela morre de vez. E por isso, há esperança. As devidas excepções compreendem, e não se vêem lesadas, por esta descrição optimista.




